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Maiores reservas de ouro do mundo: quanto ainda há no subsolo

Quais países têm as maiores reservas de ouro no subsolo? Ranking do USGS 2026, a diferença entre reserva e recurso e a posição do Brasil.

Por Redação reau.news · · 4 min de leitura

Vista aérea de uma mina a céu aberto

"Reservas de ouro" é uma expressão que gera confusão, porque pode significar duas coisas bem diferentes: o ouro que ainda está dentro da terra, esperando ser minerado, ou o ouro que bancos centrais guardam em cofres. Este texto trata apenas da primeira: as reservas geológicas, que o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) calcula país a país.

Reserva não é a mesma coisa que recurso

Na terminologia do USGS, reserva é a parte do mineral que, na data da avaliação, pode ser extraída de forma economicamente viável com a tecnologia disponível. Já o recurso é tudo o que se sabe que existe, inclusive o que ainda não compensa tirar. Por isso, as reservas mudam com o tempo: uma descoberta nova, uma tecnologia melhor ou uma mudança nas condições econômicas podem aumentá-las ou reduzi-las.

Também por isso, dois países podem ter muito ouro no subsolo e aparecer em posições diferentes: depende de quanto desse ouro já foi mapeado e avaliado como extraível.

O ranking do USGS (estimativas de 2025)

Segundo o Mineral Commodity Summaries 2026, estas são as reservas de ouro dos países listados, em toneladas:

Posição País Reservas (t)
1 Austrália 13.000
2 Rússia 12.000
3 África do Sul 5.000
4 Indonésia 3.600
5 Canadá 3.200
5 China 3.200
7 Estados Unidos 3.000
8 Brasil 2.500
9 Cazaquistão 2.300
10 Peru 2.200
10 Uzbequistão 2.200
12 México 1.400
13 Gana 1.000

O relatório do USGS (Mineral Commodity Summaries 2026) estima outras 11.000 toneladas em países que não aparecem individualmente, e um total mundial de 66.000 toneladas.

Austrália e Rússia lideram com folga

As duas primeiras posições têm uma distância grande para as demais: Austrália, com 13.000 toneladas, e Rússia, com 12.000. Juntas, elas somam 25.000 toneladas, o que equivale a quase 38% do total mundial estimado.

Há uma nota técnica interessante no relatório: no caso da Austrália, o USGS informa que a parcela das reservas que segue o código australiano de declaração (JORC) é de 4.500 toneladas. A diferença para as 13.000 toneladas mostra que países diferentes usam critérios diferentes de classificação, o que também explica por que comparar números de fontes distintas exige cuidado.

E o Brasil?

O Brasil aparece na 8ª posição, com 2.500 toneladas, segundo o USGS. A Agência Nacional de Mineração (ANM) calcula um número parecido: cerca de 2.400 toneladas, somando 1.160 toneladas de reservas provadas e 1.240 de reservas prováveis (Sumário Mineral 2025, ano-base 2024).

Na América do Sul, entre os países listados pelo USGS, o Brasil (2.500 t) tem mais reservas de ouro do que o Peru (2.200 t). Os demais países sul-americanos não aparecem individualmente no relatório.

Dá para fazer uma conta de "quanto tempo dura"?

Um exercício comum é dividir as reservas mundiais (66.000 t) pela produção anual (3.300 t em 2025, segundo o mesmo relatório). O resultado, 20 anos, é só uma conta de ordem de grandeza. Ele não é uma previsão de que o ouro acabará em duas décadas, por três motivos:

  • as reservas são recalculadas todos os anos, e muitas vezes crescem mesmo com a mineração em andamento;
  • grande parte do ouro já extraído continua em circulação, em joias, objetos, componentes e barras, e pode ser refinado de novo;
  • novos depósitos continuam sendo descobertos e avaliados.

Reservas de bancos centrais: outra história

Quando as manchetes falam em "reservas de ouro" de um país, geralmente se referem ao metal que o banco central mantém em custódia. Esse ouro já foi minerado, refinado e transformado em barras. Ele é contado em outras estatísticas, como as do Conselho Mundial do Ouro, e não tem relação direta com as reservas geológicas deste ranking.

Do subsolo à barra

O ouro que está nas reservas geológicas ainda precisa percorrer um longo caminho: extração, concentração e refino. O refino é a etapa que eleva a pureza do metal até teores como 99,9% (o ouro 999), e é só depois dela que o metal vira barra, lâmina ou moeda.

A Morganti's Metais, de Joinville (SC), tem refino próprio e cunhagem própria. As barras da loja são um bom exemplo do formato final em que o metal costuma chegar às mãos das pessoas. Atenção: os produtos dessa linha que aparecem no site são de prata 999. O ouro 999 é atendido exclusivamente pelo WhatsApp (47) 98886-4334, onde a equipe informa os formatos disponíveis.

Em resumo

As maiores reservas geológicas de ouro, segundo o USGS (2026), estão na Austrália (13.000 t) e na Rússia (12.000 t), seguidas pela África do Sul (5.000 t). O Brasil ocupa a 8ª posição, com 2.500 t. O total mundial estimado é de 66.000 toneladas, número que muda sempre que novos depósitos são avaliados.

Fontes

  • USGS — Mineral Commodity Summaries 2026, "Gold" (dados de 2025): pubs.usgs.gov

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