Reciclagem de prata: de onde vem a sucata e o que acontece com ela
Reciclagem de prata: a sucata forneceu 197,6 milhões de onças em 2025. Veja de onde ela vem e como o refino a transforma em prata 999.

A prata que já foi usada não desaparece. Talheres antigos, joias quebradas, contatos de equipamentos e resíduos industriais podem voltar ao mercado depois de refinados. A reciclagem é a segunda maior fonte de prata do mundo, atrás apenas da mineração, e vem ganhando espaço.
Veja de onde vem esse metal, quanto ele pesa na oferta e como funciona o caminho da sucata até a prata 999.
Quanto a reciclagem representa
Segundo o World Silver Survey 2026, do Silver Institute com a Metals Focus, a reciclagem forneceu 197,6 milhões de onças troy de prata em 2025, alta de 2% e o maior volume em 13 anos. Para comparar, a mineração produziu 846,6 milhões de onças no mesmo ano. O relatório projeta 211,3 milhões de onças para 2026, alta de 7%.
Em proporção, isso equivale a cerca de 17,5% da demanda de 2025 (1.130,6 milhões de onças) e a cerca de 18% da oferta (1.090,4 milhões de onças), segundo cálculo feito sobre os números do próprio relatório. No ouro, o World Gold Council, entidade do setor, estima que a reciclagem responde por cerca de um terço da oferta, o que mostra como o mercado de prata depende mais da mina. Para entender o outro lado dessa conta, veja quem produz prata.
De onde vem a sucata de prata
O relatório divide a prata reciclada em 2025 por origem (em milhões de onças):
| Origem | Volume em 2025 | Variação |
|---|---|---|
| Industrial | 110,1 | cerca de −1% |
| Joalheria | 38,2 | +6% |
| Prataria | 28,3 | +7% |
| Fotografia | 16,2 | −3% |
| Moedas | 4,7 | +7% |
Alguns pontos:
- A reciclagem industrial é a maior fonte. Ela reúne, entre outros, o lixo eletrônico (e-scrap) e os catalisadores usados de óxido de etileno. Em 2025, o volume caiu cerca de 1%, em grande parte porque o rendimento do lixo eletrônico diminuiu: há cada vez mais aparelhos para processar, mas os equipamentos novos levam menos prata. Já a reciclagem dos catalisadores de óxido de etileno cresceu.
- Joias e prataria têm crescido. A reciclagem de joalheria atingiu, segundo o relatório, a máxima em 13 anos.
- Fotografia encolhe. O uso da prata na fotografia caiu bastante, e o que sobra para reciclar também.
- Painéis solares ainda são pequenos nessa conta. O relatório observa que a reciclagem de painéis fotovoltaicos é pequena, porque a capacidade instalada ainda é jovem demais: os painéis mais antigos ainda estão em uso.
O relatório também aponta que a capacidade das refinarias para tratar sucata de alto teor foi um gargalo e limitou os volumes reciclados.
O que é refinar a prata
Refinar é separar a prata dos outros metais e das impurezas até chegar a uma pureza definida, como a 999 (99,9%) das barras e moedas. A sucata, que pode vir como joia, prataria, resíduo industrial ou prata em grãos, passa por análise, fusão e processos de purificação, e então vira lingote, grão ou peça.
O teor da prata original muda tudo. Joias e talheres costumam ser prata 925 (92,5% de prata e o restante em outros metais). Veja a diferença em prata 999 ou 925. Peças banhadas ou folheadas têm pouca prata e são avaliadas de outro modo.
Como funciona na Morganti's
A Morganti's tem refino próprio em Joinville/SC. Segundo a página de refino de metais preciosos:
- a pré-avaliação é gratuita, por fotos enviadas pelo WhatsApp, (47) 98886-4334;
- a pureza é conferida com laudo XRF, em laboratório próprio;
- o cliente escolhe receber o metal de volta em grãos de prata 999 ou em dinheiro, por Pix;
- o prazo informado é de até 15 dias úteis para a prata e até 10 para o ouro, contados da chegada do material;
- a cobrança é uma taxa sobre a prata fina recuperada, publicada em tabela na página: para a prata, a partir de 7%, com cobrança mínima equivalente a 125 g de prata fina, e a taxa cai conforme o lote cresce;
- para medir a pureza, o material às vezes é fundido, inteiro ou em parte, e o que foi fundido não volta à forma original.
Quem prefere vender o metal diretamente pode ver a página Compramos seu metal. Segundo a página, a avaliação é feita por XRF, com laudo, e a oferta é baseada na cotação do dia, com pagamento via Pix. Condições de compra e cotação devem ser confirmadas com a equipe antes do envio.
Para ouro, o atendimento é somente pelo WhatsApp: (47) 98886-4334.
Antes de levar ou enviar sua prata
- Separe por tipo. Barras e moedas, joias e prataria costumam ter pureza diferente.
- Pese em casa, se puder. Uma pesagem prévia ajuda a conferir os números depois.
- Fotografe as marcações. Selos como "925" ou "999" ajudam na pré-avaliação.
- Não limpe com produtos fortes. Peças com valor histórico ou artístico podem valer mais inteiras do que derretidas; vale perguntar antes. Para a limpeza do dia a dia, veja como limpar prata.
- Anote a fonte e o horário da cotação que usar de referência. A oferta final depende da pureza e do peso reais apurados na análise.
Por que a reciclagem importa para o mercado
Quando a reciclagem cresce, parte da demanda é atendida sem abrir novas minas, o que ajuda a equilibrar o mercado. Ela não resolve, sozinha, o descompasso entre oferta e demanda: no ano de 2025 o mercado fechou com déficit de 40,3 milhões de onças, como explicamos em o que é o déficit de prata. A reciclagem também depende de refinarias com capacidade para receber a sucata, e o relatório aponta o gargalo.
Nada disso é indicação de compra ou venda. É contexto sobre o caminho do metal.
Perguntas frequentes
Toda prata pode ser reciclada?
Em princípio, sim: a prata pode ser refinada e reaproveitada. Na prática, o custo e a viabilidade dependem da quantidade, do teor e de quanto ela está misturada a outros materiais.
Peça banhada ou folheada vale como prata?
Em geral, tem pouca prata. A avaliação dependerá da análise de pureza.
Posso receber a prata refinada em barra?
Segundo a página de refino, o resultado pode vir em grãos de prata 999 ou em dinheiro, por Pix. Para outros formatos, consulte a equipe pelo WhatsApp: (47) 98886-4334.
A reciclagem de prata está crescendo?
Segundo o World Silver Survey 2026, sim: 2025 teve o maior volume em 13 anos, e o relatório projeta alta de 7% para 2026.
Fontes
- The Silver Institute e Metals Focus, "World Silver Survey 2026" (15/04/2026): silverinstitute.org
- World Gold Council (entidade do setor), "Gold the safe haven versus silver the wildcard" (18/03/2026): gold.org
- Morganti's, "Refino de metais preciosos": morgantis.com
- Morganti's, "Compramos seu metal": morgantis.com


