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Ouro cai abaixo de US$ 4.000 com inflação americana mais forte e petróleo em alta

O PCE de setembro subiu 3,6% em 12 meses e o petróleo avançou. Ouro e prata recuam e caminham para o segundo mês seguido de queda.

Por Redação reau.news · · 2 min de leitura

Dois lingotes de ouro sobre fundo branco
Lingotes de ouro.

O ouro passou a ser negociado abaixo de US$ 4.000 por onça na manhã desta sexta-feira (30). Segundo a Reuters, o movimento veio depois de dois fatores que reforçaram a aposta de nova alta de juros nos Estados Unidos em dezembro: a inflação americana de setembro, divulgada ontem, e a subida do petróleo.

Cotações e horários

Os valores abaixo são da Reuters e foram registrados às 7h40 GMT, ou 4h40 em Brasília (Nova York está 1 hora atrás de Brasília até 1º de novembro):

  • Ouro à vista: queda de 0,9%, a US$ 3.982,85 por onça.
  • Ouro futuro para dezembro (EUA): queda de 1%, a US$ 3.992,50.
  • Prata à vista: queda de 3,1%, a US$ 50,74 por onça.
  • Platina: queda de 3,3%, a US$ 1.439,05. Paládio: queda de 2,3%, a US$ 982,50.

De acordo com a agência, o ouro caminha para uma queda semanal e para o segundo mês seguido de baixa. Prata, platina e paládio também se encaminham para perdas na semana e no mês. Os preços mudam ao longo do dia e podem já ter se movido quando você ler este texto.

O que pesou: inflação e petróleo

O índice de preços PCE, a medida de inflação que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, mais acompanha, subiu 0,5% em setembro, depois de 0,3% em agosto. Em 12 meses, a alta foi de 3,6%. Sem alimentos e energia, o núcleo do índice subiu 0,3% no mês e 3,1% em 12 meses, segundo o Departamento de Análise Econômica (BEA) dos EUA. A CNBC informou que o PIB americano cresceu a um ritmo anualizado de 3,4% no terceiro trimestre, acima do esperado.

Com esses números, os operadores atribuem cerca de 72% de chance a uma alta de juros em dezembro, segundo a ferramenta FedWatch da CME citada pela Reuters. Juros maiores aumentam o custo de oportunidade de manter um ativo que não paga juros, como o ouro.

O petróleo também subiu nesta sexta e caminha para o quarto mês seguido de alta, depois de um ataque a um navio-tanque no Estreito de Ormuz, de acordo com a Reuters.

O que dizem os analistas

Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, disse à Reuters que a queda do ouro "coloca à prova o suporte técnico na faixa de US$ 4.000" (tradução livre). Para ele, os dados da semana mantêm o Fed no caminho de uma possível alta em dezembro, o que, somado ao petróleo no nível atual, faz o ouro "perder" na comparação com a inflação. É a leitura de um analista, não uma previsão de preço.

O que observar

A próxima leitura do PCE sai em 25 de novembro, segundo o BEA. Até lá, as falas de dirigentes do Fed e o preço do petróleo tendem a influenciar os metais. Os movimentos podem ser bruscos nos dois sentidos, e nada neste texto é recomendação de compra ou venda.

Fontes

  • Reuters, via The Hindu BusinessLine, "Gold slips as higher oil, US inflation data bolster Fed hike bets" (preços das 7h40 GMT, 4h40 em Brasília, 30/10/2026): thehindubusinessline.com
  • U.S. Bureau of Economic Analysis, "Personal Income and Outlays, September 2026" (29/10/2026): bea.gov
  • CNBC, "PCE inflation report September 2026" (29/10/2026): cnbc.com

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